O irmão Ho estava doente e com febre quando ele e um amigo entraram no rio Mekong. Eram estudantes de Bíblia no Laos, antes de soldados comunistas tomarem conta da escola. Fugiram por pouco, a caminho da Tailândia. Não se puderam despedir das famílias — que não eram cristãs — porque poderiam ser denunciados à polícia. Por isso, fizeram uma oração em silêncio e avançaram para o rio barrento, com carga preciosa presa às costas: Bíblias embrulhadas em plástico. Tudo o resto ficou para trás.

Ho pensou: “Senhor, ao menos, se morrermos, eles hão-de saber que somos cristãos e, com sorte, lerão uma destas Bíblias.”

A meio do rio, o amigo de Ho ajustou, em desespero, o saco de plástico sob o peito para se manter à tona. O som da água alertou os guardas numa torre próxima, que apontaram um holofote para o rio. A luz passou por um dos embrulhos de plástico, e o guarda desprezou-o, julgando que era apenas um peixe.

Aliviados, Ho e o amigo chegaram em silêncio à margem da Tailândia. Agradeceram a Deus, porque aquelas Bíblias continham as palavras de vida eterna e, naquela noite, também lhes salvaram a vida. Já em segurança, dedicaram-se a servir nos muitos campos de refugiados na Tailândia.

Os missionários desta história não confiaram apenas em papel e capa de couro — confiaram em Deus. Ainda assim, a travessia noturna mostra bem o lugar que a Bíblia deve ter na nossa vida: devemos depender da Palavra de Deus como se a nossa própria vida dependesse disso. É pouco provável que enfrentemos esta verdade de forma literal, mas temos de nos agarrar às promessas das Escrituras e ao Senhor. Quando surgem problemas, não conseguimos “nadar” o suficiente para sair deles sozinhos. Temos de flutuar na Palavra de Deus — ou acabamos por afundar.

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