A família de uma convertida cristã presa, cuja libertação estava prevista antes do início do conflito, teme pela sua segurança, pois não tem notícias dela desde que a guerra começou, há três semanas.

Simin Soheilinia, que fará 48 anos no sábado, cumpre uma pena de dez anos na prisão de Evin, em Teerão. Foi condenada por «agir contra a segurança nacional ao estabelecer e liderar uma igreja doméstica cristã ilegal».

A pena de Simin foi recentemente reduzida para três anos e seis meses, tendo sido acordado que poderia cumprir o resto da pena fora da prisão, com recurso a uma pulseira eletrónica.

No entanto, com o início do conflito, perdeu-se todo o contato com Simin — situação que também se verificou com outros presos cristãos.

Antes da guerra, havia pelo menos 48 cristãos a cumprir penas em estabelecimentos prisionais no Irão por motivos relacionados com a sua fé ou atividades religiosas, incluindo pelo menos 16 na prisão de Evin.

Relata-se que as condições em prisões como Evin se agravaram: há indícios de que guardas abandonaram os postos e de que forças antiterrorismo passaram a controlar algumas instalações. Visitas familiares e consultas hospitalares terão sido canceladas, e os prisioneiros têm sofrido cortes no acesso a cuidados médicos. Em certos estabelecimentos, os detidos estarão a receber apenas uma refeição pequena e de fraca qualidade por dia.

Quem é Simin Soheilinia?

Simin está detida desde setembro de 2025, depois de ter sido presa quando regressou ao seu país a partir do Canadá, onde vivera desde que fugira após a sua condenação em 2020.

Simin terá decidido regressar acompanhada do filho na sequência da morte do pai e da doença terminal da mãe. O marido, que não a acompanhou ao Canadá, esperava que a sua condenação fosse anulada; contudo, ela foi detida à chegada e enviada primeiro para a prisão feminina de Qarchak e depois para Evin, depois de Evin ter sido reparada na sequência de danos causados por um míssil durante a guerra de 12 dias com Israel.

Simin foi detida pela primeira vez em janeiro de 2019, juntamente com três outros convertidos cristãos: Fatemeh Sharifi, Mehdi Rokhparvar e Yasser Akbari. Em outubro de 2020, os quatro receberam, em conjunto, penas que totalizaram 35 anos de prisão; as apelações foram rejeitadas em janeiro de 2021.

Em sucessivos julgamentos, a pena de Simin foi reduzida: primeiro para seis anos e depois para três anos e meio.

Trata-se do mais recente exemplo de iranianos cristãos detidos após regressarem de outro país onde haviam solicitado asilo ou se tinham reestabelecido. Casos recentes incluem Laleh Saati — cuja condenação de dois anos assentou em «provas» como fotografias e vídeos das suas atividades cristãs e do seu baptismo enquanto procurava asilo na Malásia — bem como Mehran Shamloui, Nasser Navard Gol-Tapeh e Amir-Ali Minaei.

Esta tendência foi destacada no relatório anual de 2026 da Article18, intitulado Scapegoats, em que se sustenta que «a possibilidade de detenção e processo por atividades cristãs no estrangeiro deve ser seriamente considerada pelas autoridades de imigração ao avaliarem pedidos de asilo».

Fonte: Article 18

Motivos de Oração:

  • Ore por proteção, saúde e libertação de Simin — peça a Deus que a mantenha em segurança, que lhe conceda força espiritual e que restabeleça o contacto com a família.
  • Ore pelo consolo e provisão para a família — para que o Senhor lhes dê paz, sustento e apoio prático através da igreja e de irmãos e irmãs na fé.
  • Ore por transformação nas autoridades e condições prisionais — que Deus mova corações, proteja os presos de consciência e permita justiça e respeito pela liberdade religiosa.
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