Cristã libertada condicionalmente após 15 meses em prisão no Irão
Irão

Uma convertida ao Cristianismo e ex-requerente de asilo que fora condenada a dois anos de prisão aquando do seu regresso ao Irão foi libertada condicionalmente após mais de 15 meses de cárcere.
Laleh Saati, de 46 anos, saiu da Prisão de Evin, em Teerão, no sábado, 31 de Maio, sob a condição de não contactar qualquer órgão de comunicação social nem manter ligações com pessoas no estrangeiro, segundo o site em língua persa Human Rights in Iran.
Laleh foi ainda informada de que a proibição de viajar por dois anos, prevista na sentença, entra agora em vigor.
De acordo com as mesmas fontes, Laleh passou as últimas semanas de detenção na infame Ala 209, controlada pelo Ministério da Informação, encontrando-se, por isso, em «estado psicológico instável».
Desde o início da sua prisão, em Fevereiro de 2024, levantaram-se preocupações quanto à sua saúde mental, sobretudo depois de lhe terem sido recusadas a liberdade condicional e assistência médica.
Tanto ela como a mãe terão sido ameaçadas, no Verão passado, com nova condenação devido à atenção mediática que o caso recebeu.
Entre as provas utilizadas para condenar a convertida incluíam-se fotografias e vídeos das suas actividades cristãs e do seu batismo na Malásia, onde Laleh pedira asilo antes de regressar ao Irão, em 2017, frustrada com a demora no processo e desejosa de se reunir com os pais idosos.
Fonte: Article 18; Human Rights in Iran