Durante os últimos 70 anos, a Jordânia tem recebido um grande fluxo de refugiados oriundos dos países vizinhos, compondo atualmente metade da sua população. Os sírios começaram a chegar em grande número durante a sua guerra civil, que começou em 2011. A maior parte da atividade cristã entre os cristãos jordanos nos últimos anos tem-se focado no apoio aos refugiados. Depois de ver Deus a trabalhar tão poderosamente entre os refugiados árabes muçulmanos, os cristãos jordanos estão, agora mais do que nunca, animados a evangelizar os seus vizinhos muçulmanos.
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Guia de oração global
Israel (Incluindo a Cisjordânia e a Faixa de Gaza)
Israel alberga duas culturas e dois povos muito diferentes e divididos. O conflito de décadas entre israelitas e palestinianos por causa da terra, do estatuto de Jerusalém e do estatuto dos refugiados palestinos continua a ser um dos assuntos mais instáveis da região. No meio deste conflito, o Senhor viu a Sua igreja crescer entre os judeus e entre os muçulmanos. O mais interessante é que quer os judeus quer os muçulmanos são ensinados a rejeitar Cristo e a desprezar o Evangelho, e a atividade cristã é combatida pelos dois grupos. Apesar desta oposição, existem atualmente igrejas evangélicas que incluem judeus que aceitaram Cristo como o Messias e árabes muçulmanos que depositaram a sua fé em Cristo. Os esforços ministeriais realizados no seio dos dois grupos incluem a distribuição de Bíblias, o discipulado, a evangelização, a promoção de novas igrejas e a educação teológica. A Autoridade Palestiniana mantém algum controlo sobre a Cisjordânia que está sob a autoridade federal israelita, enquanto o grupo militante Hamas exerce controlo na Faixa de Gaza. Os dois grupos opõem-se categoricamente à atividade cristã e ensinam as suas gentes a odiar o Ocidente, os judeus e os cristãos.
Iraque
As etnias xiitas, sunitas e curdas que compõem a maioria da sociedade atual do Iraque estão em conflito entre si há séculos. Recentemente, sobretudo pelas mãos do autoproclamado Estado Islâmico (ISIS), dezenas de milhares de cristãos foram obrigados a fugir do país, ficando apenas alguns deles, embora corajosos e fiéis. Para muitos destes cristãos iraquianos, grande parte do seu dia-a-dia está focado na sobrevivência e nas decisões sobre o futuro. Depois da invasão do ISIS em 2014, cristãos de toda a região e de todo o mundo visitam o Iraque para levar auxílio e encorajar aqueles que ficaram. Muitos deles rejeitaram o islão e abriram-se a Cristo por variadas razões, entre as quais a corrupção e a violência quer de sunitas (ISIS) quer de xiitas (o novo governo do Iraque, apoiado pelo Irão). Estas circunstâncias proporcionam uma oportunidade única para partilhar o Evangelho com os iraquianos em busca de esperança, verdade e justiça. A violência do ISIS também originou uma revitalização, já que muitos cristãos tradicionais começaram a proteger a sua fé e tornaram-se corajosos testemunhos de Cristo.
Irão
A Revolução Islâmica de 1979, conduzida por Ayatollah Khomeini, afetou o Irão mais do que qualquer outro acontecimento da história moderna. Deu origem ao único país do mundo governado por uma teocracia islâmica, já com 40 anos. Atualmente, aqueles que dedicaram as suas vidas ao regime islâmico estão desesperados. Esta desilusão abriu novas portas ao Evangelho, que está a varrer o país através da TV por satélite e da internet, e a aumentar os movimentos de igrejas domésticas. Contudo, o governo continua a tentar contrariar este avanço de Deus. Os líderes e pastores cristãos são muitas vezes presos e as suas famílias perseguidas, e a alguns resta-lhes apenas fugir do país. A falta de acesso a Bíblias e a recursos didáticos deixou as igrejas domésticas suscetíveis a falsos ensinamentos. Os cristãos de dentro e de fora do país estão a trabalhar para fortalecer e equipar a igreja.
Indonésia
A Indonésia é o país muçulmano mais populoso do mundo, representando 13% da população muçulmana mundial. Existem cinco categorias confessionais oficialmente reconhecidas na Indonésia: islão, hinduísmo, cristianismo católico, o cristianismo protestante e o budismo. O confucionismo/daoismo também é reconhecido. Embora os muçulmanos indonésios pratiquem uma versão animística conhecida como islão “popular”, os apoiantes da ideologia islâmica radical fomentaram e exerceram violência contra os cristãos. Esta estratégia levou muitos muçulmanos a questionarem a sua fé e a estarem mais recetivos ao Evangelho. Os evangelistas mais audaciosos estão a aproveitar esta oportunidade para partilhar o Evangelho, conduzindo muitos muçulmanos à fé em Cristo.
Índia
Sob a governação do primeiro-ministro Narendra Modi, a organização nacionalista hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) viu um aumento de 20% no seu número de membros e uma base encorajadora com o objetivo de fortalecer a identidade hindu na Índia entre a sua enorme diversidade de línguas, culturas e religiões. Embora o primeiro-ministro Modi tenha dito publicamente que o seu governo não tolerará discriminação religiosa, os seus atos provam o contrário. Políticas vagas como as leis anti-conversão (que impedem a conversão de hindus a outras religiões) foram aprovadas em vários estados da Índia e a pressão para a aprovação de uma lei federal similar está a ganhar apoio. As leis anti-conversão há muito que são usadas contra pastores, promotores de novas igrejas e evangelistas. Inversamente, as cerimónias de reconversão conhecidas como Ghar Wapsi ou “regresso a casa” para o retorno dos indianos ao hinduísmo tornaram-se cada vez mais comuns. Apesar das crescentes restrições do governo ao cristianismo, a igreja está a crescer. O maior crescimento dá-se entre pessoas de origem hindu, que têm uma profunda necessidade espiritual.
Etiópia
O Evangelho chegou à Etiópia no séc. I. Apesar das suas origens primitivas, os cristãos etíopes ainda sofrem perseguição. No sul do país, o aparecimento do islão Wahhabi entre os muçulmanos Oromo, juntamente com a recente instabilidade política deram origem a uma vaga de ataques contra cristãos por toda a região. Foram destruídas muitas igrejas e casas de crentes, e muitos cristãos foram martirizados por causa da sua fé. O leste da Etiópia, onde existe uma das maiores populações somalis do mundo, os cristãos são perseguidos quer pelas comunidades quer pelas famílias. Tal como no Sul, a recente agitação política deu origem a um ataque em larga escala aos cristãos da região leste do país. No Norte, alguns cristãos tradicionais perseguem os crentes evangelistas. Destroem igrejas, agridem-nos fisicamente e recusam-lhes empregos e lugares nos cemitérios. Por toda a Etiópia também há vários grupos tribais de maioria muçulmana que perseguem duramente os cristãos. A liberdade religiosa está garantida na Etiópia e geralmente o governo tenta proteger os direitos dos cristãos. Contudo, alguns vestígios de práticas comunistas levam as autoridades a monitorizar as atividades das igrejas e das organizações cristãs, particularmente aquelas que são evangélicas. No entanto, as igrejas evangélicas da Etiópia continuam a estabelecer outras igrejas e a enviar missionários para zonas difíceis, o que dá origem a um crescimento da igreja.
Eritreia
Localizada no Mar Vermelho, a Eritreia é governada por um regime totalitário que procura controlar todos os aspetos da vida das pessoas.
Há quem compare a Eritreia com um “reino hermita” da Coreia do Norte, pois é um dos países mais reservados e isolados do mundo. Em 2002, proibiu todas as religiões à exceção do islão, o cristianismo ortodoxo, o catolicismo romano e a igreja luterana. Todos os restantes grupos religiosos são ilegais e o governo faz um controlo rigoroso das igrejas aprovadas, nomeadamente da sua mensagem. Os anos de comunismo, o serviço militar obrigatório e a depressão económica levaram muitos eritreus, incluindo crentes evangelistas, a fugir do país.
Apesar destas dificuldades, a igreja clandestina na Eritreia continua a crescer devido à fé dos líderes da igreja, quer dentro quer fora do país. Em acordo de paz assinado em 2018 entre a Eritreia e a Etiópia pôs termo a um estado de guerra de duas décadas, mas os benefícios são unilaterais. Enquanto os etíopes viajam livremente entre os dois países, para os eritreus as viagens são restringidas pelo governo. A situação para os crentes eritreus não se alterou e poucos foram os prisioneiros cristãos libertados.
Egito
O Egito tem a população com o mais rápido crescimento do Médio Oriente e, ao mesmo tempo, a maior população cristã do mundo árabe. Continua a ser um local estratégico para as atividades cristãs no Norte de África e no Médio Oriente.
Existem muitas igrejas evangélicas bem estabelecidas e ministros de organizações cristãs focadas em levar individualmente o Evangelho quer aos cristãos quer aos muçulmanos do Egito. Alguns destes grupos também enviam missionários árabes para toda a região. A manifesta atividade cristã pode dar origem a perseguição, mas temos muitos motivos de alegria já que a igreja está a crescer no Egito e a estabelecer uma base regional de atividade missionária.