As Maldivas é um dos países mais restritos do mundo, com menos de 10 crentes conhecidos. Qualquer maldivano que siga Cristo deve fazê-lo em segredo, caso contrário enfrenta a prisão ou a expulsão do país. Depois de ter o mesmo líder durante mais de 30 anos, as Maldivas começam agora a considerar reformas democráticas. O presidente eleito resignou em 2012 sob grande pressão. O governo maldivano procura eliminar ou minimizar ao máximo as influências externas na sua identidade cultural. Embora o turismo seja uma grande fonte de rendimento, os turistas são confinados a resorts numa tentativa de proteger a pequena população da influência externa.
Arquivo: Guia de oração global
Guia de oração global
Malásia
A Malásia tem três principais etnias: malaios (60%), chineses (30%) e tribos nativas. Os malaios são o grupo mais poderoso do país e ser muçulmano é uma parte importante da sua identidade.
A maior parte dos cristãos são oriundos dos povos tribais e chineses e a maioria das igrejas goza de uma relativa liberdade desde que não evangelizem os malaios.
Líbia
A Líbia permanece caótica desde a eclosão da revolução e o derrube do seu ditador em 2011. Atualmente, existem três governos opostos a competir pelo controlo do país. Os conflitos danificaram significativamente as infraestruturas do país e tornaram o trabalho de evangelização extremamente difícil. Vários missionários perderam a vida durante o último século e o trabalho evangélico é implacavelmente combatido. Os cristãos são uma pequena minoria na Líbia (menos de 3% da população), mas o seu número continua a crescer, apesar da perseguição e do instável ambiente político.
Líbano
Existe uma abertura única ao Evangelho entre os muçulmanos árabes do Líbano que sofreram muito devido à guerra na Síria. Como o Líbano tem uma significativa população cristã e não é um país muçulmano, tem-se tornado um refúgio para os crentes perseguidos de toda a região. Mais de um milhão de refugiados sírios entraram no país durante os últimos sete anos, aumentando a população do Líbano em quase um quarto, e nem sempre têm sido recebidos de braços abertos. Apesar das dificuldades, muitas das igrejas evangélicas do Líbano não só receberam, como também cuidaram das necessidades prementes dos refugiados sírios, que têm recursos limitados e poucos direitos neste país. Deste modo, foram muitos os muçulmanos sírios que nos últimos anos ouviram várias vezes a mensagem do Evangelho. As igrejas libanesas distribuem Bíblias e outras literaturas cristãs juntamente com alimentos e outras necessidades. Muitos refugiados muçulmanos têm tido a coragem de frequentar formações bíblicas e serviços religiosos para saber mais sobre Cristo. Um número significativo destes refugiados colocou a sua fé em Cristo, foi batizado e tornou-se ativo nas igrejas locais enquanto tenta testemunhar a sua fé a outros muçulmanos sírios.
Laos
A igreja Evangélica controlada pelo governo do Laos tem autorização para existir, mas o governo comunista e os monges budistas perseguem os cristãos. A pobreza, a falta de infraestruturas e o terreno montanhoso também tornam a evangelização difícil. Graças a corajosos evangelistas, a igreja continua a crescer, apesar de continuar a sofrer perseguição.
Quirguistão
O Quirguistão é um dos estados da Ásia Central mais pobres da antiga União Soviética. A maior parte da população saiu para trabalhar no estrangeiro e a vida no país é muito difícil. Uma equipa ministerial que visitou recentemente o país descreveu o povo como aparentemente fechado ao Evangelho. Mas quando a equipa conseguiu falar com as pessoas em pequenos grupos longe das famílias ou da comunidade percebeu que estavam bastante recetivas às Boas Novas.
Kuwait
Os kuwaitianos acumularam uma significativa riqueza com as suas reservas de petróleo. Deste modo, poucos são os que acham necessário trabalhar.
Geralmente subcontratam a maior parte do trabalho aos estrangeiros que vivem no país. Parte destes estrangeiros tem a coragem de partilhar o Evangelho com os kuwaitianos, apesar de correrem o risco de perderem os seus empregos e a autorização de residência. Existe um grande fosso entre as gerações mais jovens, mais progressistas, e as mais velhas, normalmente mais tradicionais. Os jovens kuwaitianos andam à procura de respostas, optando muitas vezes pelo agnosticismo ou pelas crenças da Nova Era.
Quénia
O país é predominantemente cristão, mas vários grupos tribais do Norte permanecem inalcançáveis, e grande parte da região costeira é predominantemente muçulmana. Por outro lado, na região conhecida como a Grande Somália no nordeste do Quénia, 90% da população é de etnia somali e ferverosamente muçulmana. Nestas áreas, os missionários cristãos de outras partes do Quénia e os convertidos do islão são frequentemente atacados e mortos. A constituição queniana garante liberdade religiosa a todos os cidadãos, mas as autoridades locais em zonas resistentes são chefiadas por funcionários muçulmanos que pouco fazem para proteger os direitos dos crentes.
Cazaquistão
O Cazaquistão é uma antiga república da União Soviética e um dos países mais ricos da Ásia Central devido aos seus recursos minerais. O islão gozou de um renascimento desde a queda da União Soviética, com muitos a voltarem ao que consideram ser a religião dos seus pais. Atualmente, o Cazaquistão compete com os seus vizinhos europeus, empreendendo projetos de construção em grande escala, gozando de um setor financeiro em crescimento e adotando o alfabeto latino usado no mundo ocidental.