Os berberes da Argélia foram os primeiros habitantes do país. Atualmente, vivem sobretudo a norte, na região montanhosa argelina chamada Kabylie, enquanto os árabes ocupam o resto do país. A fé cristã tem uma longa história no Norte de África, nomeadamente entre as etnias berberes. Acredita-se que Santo Agostinho, padre da igreja primitiva, era um berbere argelino. Contudo, depois das invasões dos muçulmanos árabes, grande parte do culto e do testemunho cristão público da Argélia desapareceu. Atualmente, muitos dos berberes da Argélia estão a redescobrir a sua herança cristã. A igreja tem crescido rapidamente e a Argélia alberga uma das maiores congregações compostas exclusivamente por cristãos convertidos do islão. Os cristãos argelinos estão corajosamente a aproximar-se dos seus compatriotas muçulmanos, o que está a aumentar a perseguição. A situação política também é incerta dado que o presidente foi recentemente destituído e várias personalidades importantes foram detidas por corrupção.
Área: Restrito
Cazaquistão
O Cazaquistão é uma antiga república da União Soviética e um dos países mais ricos da Ásia Central devido aos seus recursos minerais. O islão gozou de um renascimento desde a queda da União Soviética, com muitos a voltarem ao que consideram ser a religião dos seus pais. Atualmente, o Cazaquistão compete com os seus vizinhos europeus, empreendendo projetos de construção em grande escala, gozando de um setor financeiro em crescimento e adotando o alfabeto latino usado no mundo ocidental.
Sudão
Quando a maioria cristã do Sudão do Sul conquistou a independência do Sudão em 2011, os cristãos que viviam no Norte viram-se uma significativa minoria num país que tencionava islamizar a nação e implementar a xaria.
Contudo, nas décadas que antecederam a independência do Sudão do Sul, o governo do Sudão atacou as zonas de conflito ao longo da fronteira com o Sul, com o objetivo de exterminar os cristãos dessas zonas. A perseguição aos cristãos no Sudão apenas continuou. O governo islâmico, liderado pelo presidente Omar al-Bashir, expulsou missionários cristãos em 2012 e aumentou a perseguição aos cristãos, nomeadamente demolindo templos em Cartum e bombardeando escolas, igrejas e hospitais na região dos Montes Nuba. Embora muitos dos líderes cristãos tivessem sido obrigados a fugir do país, continuam a encontrar formas criativas de propagar o Evangelho no Sudão. No dia 12 de abril de 2019, em resposta a uma insurreição contra o regime islamista, um conselho militar controlado pelo poder islamista derrubou o presidente al-Bashir do poder.
Azerbaijão
Sendo o Azerbaijão uma antiga república soviética no Mar Cáspio, as suas igrejas desenvolveram-se no seguimento da dissolução da União Soviética.
A economia do país depende do petróleo e do gás, mas a corrupção e um governo autoritário têm impedido o crescimento económico. A pobreza tem decrescido nos últimos anos e as infraestruturas do país têm vindo a melhorar.
Kuwait
Os kuwaitianos acumularam uma significativa riqueza com as suas reservas de petróleo. Deste modo, poucos são os que acham necessário trabalhar.
Geralmente subcontratam a maior parte do trabalho aos estrangeiros que vivem no país. Parte destes estrangeiros tem a coragem de partilhar o Evangelho com os kuwaitianos, apesar de correrem o risco de perderem os seus empregos e a autorização de residência. Existe um grande fosso entre as gerações mais jovens, mais progressistas, e as mais velhas, normalmente mais tradicionais. Os jovens kuwaitianos andam à procura de respostas, optando muitas vezes pelo agnosticismo ou pelas crenças da Nova Era.
Síria
A vida dos cristãos sírios tem sido gravemente perturbada desde o início da guerra civil em 2011. Fugiram do país entre 750.000 e 1 milhão de cristãos. Nesse mesmo período, muitos muçulmanos converteram-se a Cristo. Durante a guerra, as igrejas da Síria têm sido um farol de esperança e uma fonte de paz para os sírios de todas as origens. Os sírios vão à igreja por variadas razões: por desespero, por necessidade de comida, por necessidade de encontrar um sentido e a verdade, por necessidade de uma resposta sobre a fé cristã. As notícias de que os países de acolhimento podem mandar os refugiados sírios para casa dá esperança aos crentes sírios de que aqueles que se converteram à fé nos países vizinhos voltarão e fortalecerão as igrejas locais.
Barém
Esta pequena nação insular, onde existem muçulmanos sunitas e xiitas, possui uma passagem para a Arábia Saudita e é muitas vezes referida como o “recreio saudita” porque os sauditas podem deixar a sua opressiva terra natal e usufruir de mais liberdade no Barém. Embora mantenha uma clara identidade muçulmana, o Barém já viveu significativas divisões religiosas, políticas e económicas. Esta agitação, aliada ao fiel testemunho dos árabes e dos trabalhadores imigrantes cristãos, conduziu a uma época de maior abertura e de alguma resposta ao Evangelho entre os povos nativos do Barém.
Quirguistão
O Quirguistão é um dos estados da Ásia Central mais pobres da antiga União Soviética. A maior parte da população saiu para trabalhar no estrangeiro e a vida no país é muito difícil. Uma equipa ministerial que visitou recentemente o país descreveu o povo como aparentemente fechado ao Evangelho. Mas quando a equipa conseguiu falar com as pessoas em pequenos grupos longe das famílias ou da comunidade percebeu que estavam bastante recetivas às Boas Novas.
Tajiquistão
Nos últimos 10 anos, a maioria das igrejas viu o seu registo ser revogado e as igrejas não registadas reúnem-se em segredo. Por ser a mais pobre antiga república soviética, muitos pastores e líderes de igrejas estão a abandonar o país e a irem trabalhar para a Rússia para poderem sustentar as famílias. A maioria da população tem menos de 30 anos e o país tem falta de infraestruturas básicas. A corrupção generalizada e o tráfico de ópio aumentam as dificuldades.