Tanzânia

Geralmente, o governo protege os cristãos da perseguição, que, no entanto, acabam, por vezes, por sofrer perseguições nas regiões costeiras, onde existem grandes populações de maioria muçulmana com longas tradições de influência árabe.

Como em muitos países de África existe um esforço concentrado dos países árabes para islamizar a Tanzânia, estabelecendo escolas e negócios muçulmanos por todo o país, bem como elegendo representantes públicos muçulmanos e aprovando leis que favorecem o islão. As igrejas locais na Tanzânia estão a trabalhar para divulgar o Evangelho.

Camarões

Boko Haram tem vindo a reagrupar-se na Nigéria, e os ataques crescentes que aí têm ocorrido estão correlacionados com o aumento de ataques em Camarões. As incursões anteriores de Boko Haram em Camarões não foram bem organizadas, mas os ataques recentes e organizados têm visado especificamente as igrejas e a atividades cristã. Num ataque típico, os cristãos são mortos ou deslocados, as igrejas são queimadas e as casas destruídas. Várias aldeias cristãs foram completamente abandonadas após ataques recorrentes. De Janeiro de 2018 a Novembro de 2019, sete aldeias predominantemente cristãs foram atacadas na região norte. Os atacantes mataram 10 pessoas e raptaram 7 outras, enquanto queimavam 575 casas, 7 igrejas, 2 escolas e 1 hospital evangélico.

Tunísia

A Tunísia tem uma rica história cristã. Aí nasceram os notáveis padres da igreja, Tertuliano e Cipriano, e as mártires Perpetua e Felicity. O terceiro Concílio de Cartago, que se realizou na Tunísia no ano de 397 d.C, ratificou o cânone do Novo Testamento. No entanto, atualmente, os cristãos constituem menos de 1% da população. Desde a sublevação da Primavera Árabe, que começou na Tunísia, o país tem-se tornado progressivamente mais democrático, tendo sido o primeiro governo do Norte de África a procurar proteger a liberdade de religião. Contudo, apesar da sua rica história cristã e a crescente liberdade religiosa, o Evangelho é combatido por muitos muçulmanos e tem demorado a criar raízes na Tunísia moderna.

República Centro-Africana

Muitos dos habitantes da RCA continuam a praticar crenças animistas tribais e a participar em assassinatos vingativos de muçulmanos, contrários à Bíblia. Estes grupos, que falsamente se identificam como cristãos, associaram-se para formar uma milícia própria chamada anti-Balaka. Esta milícia cometeu atrocidades tal como o fizeram os rebeldes muçulmanos. No entanto, uma minoria predominante de cristãos bíblicos (aproximadamente 30% da população) permanece fiel e ativa. Eles são muitas vezes a única entidade que se preocupa com as centenas de milhares de deslocados em consequência dos conflitos do país. Embora a guerra civil tenha proporcionado à igreja oportunidades para mostrar o amor de Cristo a uma nação devastada, muitas das igrejas sentem-se mal preparadas para carregar os fardos do seu povo.

Uganda

O Uganda tem a reputação de ser um dos países mais cristianizados de África. Muitas igrejas ou organizações escolhem este país como destino de viagens de curto-prazo e projetos missionários pela facilidade no acesso e pelo ambiente acolhedor. Continua a ser uma nação fortemente cristã e com grande presença nas igrejas. No entanto, a história única do Uganda torna o país particularmente vulnerável à influência do islão. Durante os anos 70, o Uganda foi governado por um ditador chamado Idi Amin. A certa altura, Amin visitou o colega ditador Muammar Gaddafi, na Líbia, e este inspirou-o a tornar Uganda um membro da Organização de Países Islâmicos e a começar a islamizar o país. Muitas das políticas que Amin instituiu continuam a influenciar a sociedade e o governo atuais.

Recentemente, o parlamento do Uganda aprovou a atividade bancária Xaria, que promove os empréstimos com zero juros a projetos islâmicos. Os países árabes também continuam a investir uma grande quantidade de recursos para favorecer os interesses muçulmanos no país. Consequentemente, a influência do islão radical cresceu mais de 7% nos últimos três anos e muitos cristãos que vivem nas regiões fronteiriças de maioria muçulmana estão a sofrer duras perseguições, especialmente aqueles que se converteram do islão. Apesar de tudo isto, as igrejas evangélicas no Uganda estão a tentar divulgar o que se está a passar para que possa haver uma sublevação contra a ameaça do islão. Muitas igrejas estão a ensinar os seus líderes como evangelizar muçulmanos e como cuidar daqueles que se convertem ao cristianismo. Os membros destas igrejas das regiões de maioria muçulmana tornaram-se inclusivamente cuidadores a tempo inteiro de crentes perseguidos.

Comores

Os Comores continuam a ser um dos países mais restritos do mundo. O governo recebe abertamente os turistas e embora conceda liberdade religiosa aos residentes estrangeiros, os nativos não a têm. Para eles, o abandono do islão é ilegal. Partilhar o Evangelho e formar novos discípulos é altamente restrito e pode levar à expulsão para os estrangeiros e à prisão para os locais. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo têm de se reunir em segredo para estudar e adorar. Algumas das organizações cristãs têm autorização para trabalhar, mas são estritamente monitorizadas e limitadas a projetos humanitários. Apesar destas dificuldades, o Evangelho continua a difundir-se através da coragem dos crentes clandestinos e da distribuição secreta de material bíblico.

Jibuti

O Jibuti é o terceiro menor país da África continental. Está sob o domínio de dois principais grupos muçulmanos, Afar e Somali, e está praticamente rodeado de países islamistas. Apesar disso, o Jibuti não é dominado por extremistas. A capital alberga várias bases navais estrangeiras e muitos grupos humanitários operam a partir deste país. Apesar de o islão ser a religião oficial do estado, os direitos dos cristãos são de uma forma geral respeitados, as Bíblias estão legalmente disponíveis e não existe nenhuma lei que impeça os muçulmanos de se converterem. A nação procura proteger a sua identidade muçulmana e as organizações cristãs não têm autorização para se registarem oficialmente.

Egito

O Egito tem a população com o mais rápido crescimento do Médio Oriente e, ao mesmo tempo, a maior população cristã do mundo árabe. Continua a ser um local estratégico para as atividades cristãs no Norte de África e no Médio Oriente.
Existem muitas igrejas evangélicas bem estabelecidas e ministros de organizações cristãs focadas em levar individualmente o Evangelho quer aos cristãos quer aos muçulmanos do Egito. Alguns destes grupos também enviam missionários árabes para toda a região. A manifesta atividade cristã pode dar origem a perseguição, mas temos muitos motivos de alegria já que a igreja está a crescer no Egito e a estabelecer uma base regional de atividade missionária.

Eritreia

Localizada no Mar Vermelho, a Eritreia é governada por um regime totalitário que procura controlar todos os aspetos da vida das pessoas.

Há quem compare a Eritreia com um “reino hermita” da Coreia do Norte, pois é um dos países mais reservados e isolados do mundo. Em 2002, proibiu todas as religiões à exceção do islão, o cristianismo ortodoxo, o catolicismo romano e a igreja luterana.  Todos os restantes grupos religiosos são ilegais e o governo faz um controlo rigoroso das igrejas aprovadas, nomeadamente da sua mensagem. Os anos de comunismo, o serviço militar obrigatório e a depressão económica levaram muitos eritreus, incluindo crentes evangelistas, a fugir do país.

Apesar destas dificuldades, a igreja clandestina na Eritreia continua a crescer devido à fé dos líderes da igreja, quer dentro quer fora do país. Em acordo de paz assinado em 2018 entre a Eritreia e a Etiópia pôs termo a um estado de guerra de duas décadas, mas os benefícios são unilaterais. Enquanto os etíopes viajam livremente entre os dois países, para os eritreus as viagens são restringidas pelo governo. A situação para os crentes eritreus não se alterou e poucos foram os prisioneiros cristãos libertados.