Marrocos é governado por um monarca que supostamente é descendente direto do profeta Maomé e pretende governar o país dentro dos princípios islâmicos. Embora este país do norte de África tenha vivido 1400 anos de opressão islâmica, os nativos de Marrocos, os berberes, não eram muçulmanos. O islão foi trazido para o país pelas invasões árabes no século VIII. Atualmente, a população cristã corresponde a menos de 1%. O crescimento do cristianismo tem sido lento, tendo ocorrido um grande revés em 2010, quando centenas de missionários foram obrigados a deixar o país. Com o crescimento da tecnologia digital e dos meios de comunicação social, há mais marroquinos a voltar-se para a fé.
Continente: África
Nigéria
A Nigéria está vincadamente dividida por uma linha religiosa entre um Norte de domínio muçulmano e um Sul de maioria cristã. Existem mais de 80 milhões de cristãos assumidos no país mais populoso de África, fruto quer do pioneiro trabalho missionário quer do regresso dos escravos libertos, que levaram o Evangelho da Europa para o continente africano após a abolição da escravatura em Inglaterra, em 1833. A atividade missionária estrangeira no Norte, maioritariamente muçulmano, diminuiu significativamente nos últimos 10 anos em resultado do aparecimento do grupo islâmico Boko Haram. Sediado no Norte, o Boko Haram está afiliado na Al-Qaeda e também apoiou o autoproclamado Estado Islâmico (ISIS).
Embora o Boko Haram pareça ter perdido força no Nordeste, acredita-se estar na base dos aumentos dos ataques a aldeias cristãs realizados pelo grupo militante de pastores Fulani, uma tribo conhecida pela sua fidelidade ao islão mais estrito. Há muitos anos que atacam aldeias cristãs e nos últimos dois anos cometeram mais atos de violência extrema contra cristãos do que qualquer outro grupo do mundo. Os muçulmanos do Norte querem criar um país diferente, governando pela xaria, a lei islâmica, e os estados que estão no meio são estratégicos para esta batalha, tais como Kaduna, Plateau, Benue e Abuja. Os grupos terroristas querem retirar os cristãos destes estados mistos para continuarem com a sua pressão para a criação de um país islamista.