Emirados Árabes Unidos

A população cristã dos EAU é de cerca de 9% da população total, mas estes cristãos são quase todos trabalhadores estrangeiros. Conhecem-se poucos cristãos entre os nativos do país. Os estrangeiros gozam de um alto grau de liberdade religiosa e as igrejas cristãs têm autorização para estar no país na condição de não evangelizarem os muçulmanos nem minar a autoridade do governo local. O proselitismo aos muçulmanos é proibido. Estabelecer relações próximas com as famílias do país pode ser complicado para os estrangeiros, mas alguns cristãos partilham intencionalmente a sua fé com outros migrantes que ali vivem (persas, afegãos, asiáticos do sul, etc.). Muito poucos nativos se converteram na sua terra natal.

Barém

Esta pequena nação insular, onde existem muçulmanos sunitas e xiitas, possui uma passagem para a Arábia Saudita e é muitas vezes referida como o “recreio saudita” porque os sauditas podem deixar a sua opressiva terra natal e usufruir de mais liberdade no Barém. Embora mantenha uma clara identidade muçulmana, o Barém já viveu significativas divisões religiosas, políticas e económicas. Esta agitação, aliada ao fiel testemunho dos árabes e dos trabalhadores imigrantes cristãos, conduziu a uma época de maior abertura e de alguma resposta ao Evangelho entre os povos nativos do Barém.

Malásia

A Malásia tem três principais etnias: malaios (60%), chineses (30%) e tribos nativas. Os malaios são o grupo mais poderoso do país e ser muçulmano é uma parte importante da sua identidade.

A maior parte dos cristãos são oriundos dos povos tribais e chineses e a maioria das igrejas goza de uma relativa liberdade desde que não evangelizem os malaios.

Usbequistão

O novo presidente do Usbequistão parece estar a conduzir o país para uma maior liberdade religiosa. As restrições à igreja e às organizações cristãs atenuaram-se. No entanto, continua a ser proibido distribuir literatura evangélica em público. Existem várias denominações cristãs no Usbequistão e os seus líderes relatam uma crescente unidade entre as igrejas. Estes líderes estão focados em equipar e formar uma nova geração de líderes cristãos que sirvam a igreja.

Bangladesh

O Bangladesh é um dos países mais pobres do mundo.
As igrejas são cuidadosas quando oferecem assistência aos pobres e necessitados porque não querem encorajar falsas conversões de pessoas que aceitam Cristo apenas por benefícios económicos. O Bangladesh é uma nação maioritariamente muçulmana, mas o governo faz um esforço para se manter laico e também combate ativamente o extremismo, que é predominante. Há muita gente no Bangladesh que está a informar-se sobre Jesus e a Bíblia através dos canais do YouTube. Existem relatórios que indicam que mais de 7 milhões de pessoas viram vídeos cristãos através desta tecnologia.

Maldivas

As Maldivas é um dos países mais restritos do mundo, com menos de 10 crentes conhecidos. Qualquer maldivano que siga Cristo deve fazê-lo em segredo, caso contrário enfrenta a prisão ou a expulsão do país.   Depois de ter o mesmo líder durante mais de 30 anos, as Maldivas começam agora a considerar reformas democráticas. O presidente eleito resignou em 2012 sob grande pressão. O governo maldivano procura eliminar ou minimizar ao máximo as influências externas na sua identidade cultural. Embora o turismo seja uma grande fonte de rendimento, os turistas são confinados a resorts numa tentativa de proteger a pequena população da influência externa.

Vietname

O Vietname tem um governo comunista repressivo, que persegue ativamente os cristãos.

Embora o cristianismo seja legal, o governo ainda o vê como uma ameaça. Os grupos tribais minoritários, como o Hmong, são os que tipicamente enfrentam as formas mais duras e violentas de perseguição. As igrejas continuam a crescer apesar da perseguição.

Butão

Até aos anos 80, o Butão era extremamente isolado do resto do mundo devido à sua geografia himalaia, às pobres infraestruturas e às fracas relações internacionais. Em 2008, o país adotou uma democracia constitucional multipartidária e implementou uma nova constituição, que protege oficialmente a liberdade religiosa. A maior parte dos cristãos do Butão são de origem nepalesa; no entanto, os crentes estão focados em chegar às etnias butanesas com a mensagem de Cristo. Os poucos líderes cristãos butaneses do país estão a centrar-se nos estudos bíblicos e ministeriais.

Myanmar (Birmânia)

A fé cristã na Birmânia remonta ao tempo do trabalho missionário de Adoniram Judson, que ali chegou em 1813 com a sua mulher, Ann. A Bíblia Judson continua a ser a tradução padrão utilizada pelas congregações. A maioria dos cristãos tem origem nos povos tribais Chin e Karen, e são muito poucos os que se convertem à fé oriundos dos povos étnicos de Myanmar.

Existem muitas escolas bíblicas por todo o país e os promotores de igrejas indígenas e os missionários proclamam corajosamente o Evangelho. A igreja está a crescer, apesar da perseguição generalizada do governo e da maioria budista. A maioria étnica birmanesa domina e oprime os outros grupos tribais. Embora nos últimos anos tenha havido ampla discussão sobre alterações políticas, apenas se realizaram alterações superficiais. Os militares continuam efetivamente a controlar o país. Foram impostas sanções das Nações Unidas, mas o cidadão médio não foi afetado de forma positiva.