Nos últimos 10 anos, a maioria das igrejas viu o seu registo ser revogado e as igrejas não registadas reúnem-se em segredo. Por ser a mais pobre antiga república soviética, muitos pastores e líderes de igrejas estão a abandonar o país e a irem trabalhar para a Rússia para poderem sustentar as famílias. A maioria da população tem menos de 30 anos e o país tem falta de infraestruturas básicas. A corrupção generalizada e o tráfico de ópio aumentam as dificuldades.
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Guia de oração global
Síria
A vida dos cristãos sírios tem sido gravemente perturbada desde o início da guerra civil em 2011. Fugiram do país entre 750.000 e 1 milhão de cristãos. Nesse mesmo período, muitos muçulmanos converteram-se a Cristo. Durante a guerra, as igrejas da Síria têm sido um farol de esperança e uma fonte de paz para os sírios de todas as origens. Os sírios vão à igreja por variadas razões: por desespero, por necessidade de comida, por necessidade de encontrar um sentido e a verdade, por necessidade de uma resposta sobre a fé cristã. As notícias de que os países de acolhimento podem mandar os refugiados sírios para casa dá esperança aos crentes sírios de que aqueles que se converteram à fé nos países vizinhos voltarão e fortalecerão as igrejas locais.
Sudão
Quando a maioria cristã do Sudão do Sul conquistou a independência do Sudão em 2011, os cristãos que viviam no Norte viram-se uma significativa minoria num país que tencionava islamizar a nação e implementar a xaria.
Contudo, nas décadas que antecederam a independência do Sudão do Sul, o governo do Sudão atacou as zonas de conflito ao longo da fronteira com o Sul, com o objetivo de exterminar os cristãos dessas zonas. A perseguição aos cristãos no Sudão apenas continuou. O governo islâmico, liderado pelo presidente Omar al-Bashir, expulsou missionários cristãos em 2012 e aumentou a perseguição aos cristãos, nomeadamente demolindo templos em Cartum e bombardeando escolas, igrejas e hospitais na região dos Montes Nuba. Embora muitos dos líderes cristãos tivessem sido obrigados a fugir do país, continuam a encontrar formas criativas de propagar o Evangelho no Sudão. No dia 12 de abril de 2019, em resposta a uma insurreição contra o regime islamista, um conselho militar controlado pelo poder islamista derrubou o presidente al-Bashir do poder.
Sri Lanka
A ilha de Sri Lanka, ao largo da costa leste da Índia, ainda está a reconstruir-se de uma guerra civil que terminou em 2009. O governo fez um grande esforço para reinstalar os deslocados durante o conflito entre a maioria budista da população cingalesa e os separatistas tamis hindus. No país existem igrejas fortes e organizações religiosas que proporcionam formação bíblica, educação teológica e formação missionária. As igrejas do Sri Lanka estão constantemente a enviar missionários para outros países do sul da Ásia.
Sul do México
O sul do México, onde a VDM trabalha, tem uma alta concentração de grupos de minoria indígena que mantêm uma identidade distinta e falam línguas indígenas. É habitual os evangelistas, os pastores e os missionários viajarem várias horas ou dias para irem ao encontro de diferentes comunidades minoritárias. Mesmo com a perseguição, o número de cristãos tem crescido constantemente.
Somália
A maior parte dos somalis acredita que ser somali é ser muçulmano, portanto, aqueles que se convertem a Cristo são vistos como estando a renegar não apenas a sua religião, mas também a sua nacionalidade. Após anos de seca e de guerra civil, há mais somalis a viver no estrangeiro do que na Somália. Os somalis acreditam que qualquer lugar onde esteja um grupo de somalis é a Somália e é governado pela lei somali. Assim, qualquer cristão missionário ou convertido numa comunidade somali em qualquer lugar do mundo enfrenta uma dura perseguição independentemente das leis desse país. No entanto, a dispersão do povo somali também criou oportunidades únicas para que o Evangelho pudesse propagar entre eles, sobretudo através das redes sociais. Atualmente é mais fácil evangelizá-los e existem agora mais crentes somalis do que alguma vez existiu. Muitos destes cristãos somalis partilham apaixonadamente a sua fé com o seu povo.
Arábia Saudita
A terra natal do profeta do islão Maomé alberga alguns dos mais ricos e mais devotos seguidores do Islão. Contudo, na última década, parte da população desenvolveu uma certa desconfiança relativamente ao islão e aos seus líderes. Os programas de TV e as páginas da internet que visam as audiências sauditas, assim como as redes sociais, as viagens ao estrangeiro e a exposição aos cristãos fiéis de dentro e de fora do país, mostraram Cristo a muitos. Inúmeros sauditas interiorizaram aquilo que aprenderam e compararam-no com o islão, levando alguns deles a sentir-se enganados e extremamente dececionados com o islão. Por esta razão, os sauditas estão agora mais do que nunca abertos ao Evangelho. Há muita gente a trabalhar para evangelizar os cidadãos locais, mas são precisos muitos mais trabalhadores.
Qatar
O Qatar é um país extremamente próspero. Contudo, em 2017 a maior parte dos países árabes cessaram relações com o Qatar, acusando-o de apoiar grupos terroristas. Os poucos crentes que vivem no país têm de prestar culto em absoluto segredo, enquanto os cristãos que não são cidadãos do Qatar têm de fazer as suas adorações num recinto controlado pelo governo conhecido como “Cidade Religiosa”. Os cidadãos do Qatar não têm autorização para visitar a Cidade Religiosa. Cerca de 65% da população do país é composta por trabalhadores estrangeiros e aproximadamente 6% dos trabalhadores são cristãos, na sua maioria filipinos, indianos e libaneses. Nos últimos anos, alguns cristãos expatriados foram deportados por atividades evangelistas entre os habitantes nativos do Qatar.
Filipinas (Mindanau)
Na região sul da ilha de Mindanau de maioria muçulmana, onde a VDM trabalha, os grupos muçulmanos e o governo envolveram-se num conflito de longa data por causa do desejo dos muçulmanos de formar um estado muçulmano independente. Recentemente, grupos muçulmanos, tais como Abu Sayyaf e Maute, garantiram aliança ao autoproclamado Estado Islâmico (ISIS) para conseguirem ajuda financeira e combatentes estrangeiros. Os extremistas muçulmanos ameaçam regularmente os cristãos, retirando-os muitas vezes das zonas de maioria muçulmana, e muitos pastores e crentes foram até assassinados. No entanto, um número significativo de crentes permanece nestas áreas e partilha a sua fé.