As igrejas paquistanesas têm crentes com raízes religiosas muito diversas, quer de denominações evangélicas quer tradicionais. Todos os cristãos paquistaneses enfrentam dificuldades, discriminação e perseguição devido à sua identidade cristã. Alguns evangélicos correm grandes riscos ao testemunharem junto de muçulmanos, batizarem convertidos e reunirem-se em igrejas, e existem muitos cristãos que estão a trabalhar de forma incansável para equipar, encorajar e educar jovens cristãos. Alguns cristãos são corajosos evangelizadores e distribuidores da Palavra de Deus em bairros e cidades muçulmanas, alguns dos quais albergam grupos extremistas como os Talibã. Muitos cristãos pertencem a castas inferiores da sociedade e são obrigados a trabalhar longas horas, focados em sustentar a família, o que dificulta o estudo bíblico e outras atividades cristãs.
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Omã
Omã foi governado por um sultão que concedeu um certo grau de liberdade religiosa durante o seu reino, financiando até a construção de quatro igrejas católicas e protestantes, assim como vários templos hindus. A sociedade omani é progressista e aberta, quando comparada com a dos seus vizinhos. No entanto, existem muito poucos cristãos no país e têm de se encontrar em casas particulares e manter a fé em segredo porque é ilegal abandonar o islão.
Coreia do Norte
Devido ao secretismo do governo comunista, pouco se sabe sobre a atual situação dos cristãos na Coreia do Norte. Pyongyang, a capital, era conhecida como a «Jerusalém do Oriente» no início do Séc. XX, devido às suas mais de 2000 igrejas. O governo comunista confia na Juche (a religião da Coreia do Norte que exige o culto e a subserviência à família Kim) para manter a estabilidade, e o cristianismo é considerado subversivo. As pessoas que forem descobertas como sendo cristãs (ou, em muitos casos, como tendo tido contacto com ideias cristãs) são consideradas inimigas do estado. O Evangelho continua a ser proclamado na Coreia do Norte através de vários meios criativos, nomeadamente estações de rádio de onda curta, e de evangelistas corajosos que arriscam a vida para introduzir clandestinamente no país material cristão.
Nigéria
A Nigéria está vincadamente dividida por uma linha religiosa entre um Norte de domínio muçulmano e um Sul de maioria cristã. Existem mais de 80 milhões de cristãos assumidos no país mais populoso de África, fruto quer do pioneiro trabalho missionário quer do regresso dos escravos libertos, que levaram o Evangelho da Europa para o continente africano após a abolição da escravatura em Inglaterra, em 1833. A atividade missionária estrangeira no Norte, maioritariamente muçulmano, diminuiu significativamente nos últimos 10 anos em resultado do aparecimento do grupo islâmico Boko Haram. Sediado no Norte, o Boko Haram está afiliado na Al-Qaeda e também apoiou o autoproclamado Estado Islâmico (ISIS).
Embora o Boko Haram pareça ter perdido força no Nordeste, acredita-se estar na base dos aumentos dos ataques a aldeias cristãs realizados pelo grupo militante de pastores Fulani, uma tribo conhecida pela sua fidelidade ao islão mais estrito. Há muitos anos que atacam aldeias cristãs e nos últimos dois anos cometeram mais atos de violência extrema contra cristãos do que qualquer outro grupo do mundo. Os muçulmanos do Norte querem criar um país diferente, governando pela xaria, a lei islâmica, e os estados que estão no meio são estratégicos para esta batalha, tais como Kaduna, Plateau, Benue e Abuja. Os grupos terroristas querem retirar os cristãos destes estados mistos para continuarem com a sua pressão para a criação de um país islamista.
Nepal
Segundo os líderes cristãos do país, o governo do Nepal está a tomar uma posição mais forte contra a conversão religiosa. Embora a constituição de 2015 garanta a liberdade religiosa, em 2017 o parlamento aprovou uma proposta de lei que criminaliza a conversão ao cristianismo. Em 2018, o primeiro ministro e os funcionários do governo disseram publicamente que quem mudasse de religião seria expulso do país. E ainda, quaisquer organizações de caridade que se dedicassem à evangelização seriam encerradas. As comunidades cristãs são pequenas, mas sinceras.
Myanmar (Birmânia)
A fé cristã na Birmânia remonta ao tempo do trabalho missionário de Adoniram Judson, que ali chegou em 1813 com a sua mulher, Ann. A Bíblia Judson continua a ser a tradução padrão utilizada pelas congregações. A maioria dos cristãos tem origem nos povos tribais Chin e Karen, e são muito poucos os que se convertem à fé oriundos dos povos étnicos de Myanmar.
Existem muitas escolas bíblicas por todo o país e os promotores de igrejas indígenas e os missionários proclamam corajosamente o Evangelho. A igreja está a crescer, apesar da perseguição generalizada do governo e da maioria budista. A maioria étnica birmanesa domina e oprime os outros grupos tribais. Embora nos últimos anos tenha havido ampla discussão sobre alterações políticas, apenas se realizaram alterações superficiais. Os militares continuam efetivamente a controlar o país. Foram impostas sanções das Nações Unidas, mas o cidadão médio não foi afetado de forma positiva.
Marrocos
Marrocos é governado por um monarca que supostamente é descendente direto do profeta Maomé e pretende governar o país dentro dos princípios islâmicos. Embora este país do norte de África tenha vivido 1400 anos de opressão islâmica, os nativos de Marrocos, os berberes, não eram muçulmanos. O islão foi trazido para o país pelas invasões árabes no século VIII. Atualmente, a população cristã corresponde a menos de 1%. O crescimento do cristianismo tem sido lento, tendo ocorrido um grande revés em 2010, quando centenas de missionários foram obrigados a deixar o país. Com o crescimento da tecnologia digital e dos meios de comunicação social, há mais marroquinos a voltar-se para a fé.
Mauritânia
A Mauritânia está entre os países mais pobres do mundo e também tem um significativo problema de corrupção. Localizado no Magrebe, na costa ocidental de África, é um país islamista com três povos distintos: Fulani, White Moor e Black Moor.
A escravatura ainda existe dentro dos povos tribais, com os cristãos negros normalmente a servirem os árabes. Existem igrejas na Mauritânia, mas são relativamente novas e precisam de receber formação e de desenvolver a capacidade de liderança. Em 2009, um missionário americano foi martirizado e, consequentemente, muitas das organizações missionárias retiraram os seus trabalhadores do país. Contudo, alguns dos obreiros cristãos começam a regressar. A Mauritânia é terminantemente islâmica há mais de 1000 anos e as necessidades de formação entre os líderes indígenas, assim como a falta de segurança quer para os cristãos nativos quer para os missionários estrangeiros continuam a ser obstáculos para a evangelização dos muçulmanos.
Mali
Tendo sido em tempos um centro cultural islâmico, o Mali é um país pobre, mas que está a crescer, e continua quase inteiramente muçulmano. Apesar de os missionários terem chegado ao país no início da década de 20 e terem trabalhado na maior parte das regiões do país, atualmente há menos de 1% de malaios cristãos. Pequenas congregações de crentes continuam a prestar culto em vilas conhecidas por serem centros de atividade jihadista. Desde 2016, foram raptados vários missionários no Mali ou raptados em países vizinhos e trazidos para o Mali. A maioria destas pessoas continua em cativeiro. Em 2017, as ameaças de grupos jihadistas levaram algumas organizações missionárias a retirar equipas do país.